Apenas 33% dos conselheiros brasileiros se consideram experts em finanças

Análise da Pesquisa com Conselheiros

De acordo com a pesquisa “Panorama dos Conselhos no Brasil 2026“, realizada pela consultoria EXEC, foi percebido que apenas 33% dos conselheiros brasileiros se veem como verdadeiros especialistas em finanças. O estudo entrevistou 352 profissionais de diversas áreas entre fevereiro e março deste ano. Os resultados revelaram que o conhecimento sobre governança e gestão geral supera significativamente a expertise em finanças, sinalizando uma necessidade de aprimoramento nessa área específica.

Destaques da Expertise em Governança

Os dados demonstram que 51% dos conselheiros se consideram especialistas em governança, enquanto 49% se posicionam de forma similar em gestão geral. O número referente a finanças, com apenas 33%, mostra que, apesar de uma base de conhecimento, a profundidade requerida para tomada de decisões financeiras é uma lacuna. Além disso, 58% dos entrevistados afirmaram ter um bom conhecimento das finanças, enquanto apenas 9% admitiram não possuir domínio adequado nessa área.

A Diferença Entre Conhecimento e Especialização

É fundamental reconhecer que a diferença entre ter um conhecimento básico e ser um expert em finanças é significativa. O conhecimento superficial pode não ser suficiente quando se trata de tomar decisões complexas relacionadas a aspectos como valuation, estrutura de capital ou fusões e aquisições. Essa discrepância sugere que muitos conselheiros podem sentir-se inseguros ao tratar questões financeiras cruciais, sendo necessária uma formação mais robusta para fortalecer essa habilidade.

conselheiros brasileiros e finanças

Temas Mais Abordados nas Mesas de Conselho

Na pesquisa, foram identificados os tópicos mais frequentemente discutidos nas reuniões dos conselhos. Algumas das prioridades incluem:

  • Planejamento estratégico
  • Crescimento comercial
  • Temas digitais

Além disso, observou-se que comitês focados em investimentos e finanças estão presentes em apenas 32,7% das empresas entrevistadas, sendo superados por comitês de auditoria e recursos humanos.

Os Desafios da Formação em Finanças

A pesquisa identificou também as maiores lacunas no conhecimento técnico dos conselheiros. As áreas jurídicas, falhas em conhecimento técnico foram reportadas por 54% dos entrevistados, seguidas por tecnologia (com 37%) e gestão de riscos, revelando uma urgência em capacitar esses profissionais adequadamente.

A Relação Entre Governança e Gestão Geral

Apesar de uma sólida compreensão da governança e gestão geral, a falta de expertise em finanças pode impactar a qualidade das decisões no conselho. Quando um terço dos membros se considera apto em finanças, isso levanta a importância de preparar os executivos que precisam lidar com números, sem que necessariamente façam parte do setor financeiro.

Impactos nos Processos Decisórios

A carência de uma formação financeira adequada pode influenciar diretamente nas decisões estratégicas que os conselhos precisam tomar. Uma decisão baseada em dados financeiros inadequados ou em análises superficiais pode gerar consequências significativas, sublinhando a importância de uma compreensão avançada e precisa das finanças.

O Que é Necessário Para Melhorar a Expertise

Para sanar essa lacuna, é essencial que os conselheiros busquem investimentos em educação continuada e formação em finanças. Programas como o de Finanças Estratégicas para C-Level e Conselheiros (FECC), oferecido pela Exame Saint Paul, surgem como soluções viáveis para aprimorar competências nessa área específica. A proposta do curso envolve 124 horas de aula com um currículo abrangente, cobrindo tópicos relevantes como finanças corporativas estratégicas e gestão de riscos.

Formação Contínua para Conselheiros

A formação contínua é vital para que os conselheiros possam se manter atualizados frente às evoluções do mercado e das demandas financeiras. O curso mencionado não apenas ensina a teoria, mas também oferece a prática necessária para aplicar esses conceitos em situações reais, preparando os membros do conselho para a complexidade do ambiente de negócios contemporâneo.

Reflexões sobre o Futuro do Conselho

O futuro dos conselhos requer uma mudança de mentalidade e uma abordagem proativa no desenvolvimento de habilidades financeiras. Para que os conselheiros possam realmente agregar valor, é imprescindível que se tornem mais competentes em áreas que impactam diretamente a saúde financeira de suas organizações. Portanto, investir em formação e se engajar em um aprendizado contínuo se torna não apenas uma escolha, mas uma necessidade para quem deseja se destacar na governança empresariais.