Venda expressiva de títulos prefixados
No dia 8 de outubro de 2026, o Tesouro Nacional realizou uma venda significativa de títulos prefixados, totalizando R$ 33,3 bilhões. Este volume é o maior registrado desde dezembro de 2020, indicando uma recuperação na confiança do mercado em relação à oferta desses ativos. O leilão compreendeu 42 milhões de títulos, sendo 35 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e 7 milhões de Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-Fs). Todas as LTNs foram adquiridas pelos investidores, enquanto cerca de 1,17 milhão de NTN-Fs não encontraron compradores.
Essa venda expressiva chama atenção, pois o montante financeiro apenas foi superado em um leilão realizado em 10 de dezembro de 2020, quando foram colocados R$ 44,3 bilhões em prefixados. Apesar da grande absorção, a operação teve um impacto moderado no risco, como evidenciado pelo DV01, que registrou uma adição de US$ 1,331 milhão ao mercado, terceira maior do ano.
Composição do leilão e impacto no mercado
A composição do leilão teve papel crucial para a aceitação dos títulos e a manutenção da estabilidade do mercado. As LTNs com vencimento em janeiro de 2028 e julho de 2029 dominaram a oferta, representando quase 80% dos papéis disponibilizados. Entre as NTN-Fs, o lote correspondente ao vencimento de janeiro de 2031 foi particularmente destacado, com a maioria das vendas concentradas nele, enquanto o lote com vencimento em 2033 teve participação muito menor.

Esse perfil de vencimentos mais curtos ajudou no processo de absorção dos lotes, evitando pressões negativas sobre a curva de juros. As taxas dos contratos de DI apresentaram queda significativa após os editais e o resultado do leilão, refletindo a confiança crescente dos investidores nessa classe de ativos. Para Sérgio Goldenstein, do Eytse Estratégia, esse aumento na oferta é um sinal de que o Tesouro Nacional confia na capacidade do mercado de absorver esses títulos em um cenário de maior apetite por risco.
A expectativa é que essa movimentação seja um reflexo do otimismo em relação às perspectivas fiscais do país, que sugerem um possível ciclo de redução nas taxas de juros em um horizonte mais favorável. Com a taxa do DI para janeiro de 2032 baixar de 14,07% para 12,52%, a dinâmica do mercado mostra um cenário mais positivo para os investimentos, especialmente na venda de prefixados.

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