Crescimento da Carteira de Crédito em 2025
A carteira de crédito no Brasil tem apresentado um crescimento robusto e as projeções para 2025 são otimistas. Segundo dados da pesquisa da Febraban, a expectativa é de um aumento de 9,2% no total da carteira de crédito em 2025, uma leve melhoria em relação à previsão anterior de 8,9%. Essa alta é impulsionada essencialmente pelo crescimento do crédito direcionado, que deve atingir 10,9%, subindo de 10,1% da previsão anterior.
Esse crescimento destaca a resiliência do setor, mesmo em face de condições financeiras desafiadoras e da alta taxa Selic. É importante notar que a expansão do crédito dirigido para pessoas jurídicas (PJs) é significativa, com crescimento projetado de 15,3%, em comparação com 13,6% em previsões anteriores. Esse cenário é impulsionado por programas governamentais que visam incentivar o acesso ao crédito e fortalecer as pequenas e médias empresas (MPMEs).
Para os lares brasileiros, a previsão de crescimento na carteira direcionada, que inclui crédito habitacional, também se mostra positiva, com uma reveladora alta de 8,7%, impulsionando a confiança do consumidor na compra de imóveis e na melhoria das condições de habitação.

Perspectivas Para o Crédito em 2026
O cenário creditício para 2026 indica uma desaceleração gradual no crescimento da carteira total de crédito, com projeções apontando para uma alta de 8,2%. Essa expectativa de desaceleração reflete uma combinação de fatores: o impacto contínuo da taxa Selic elevada e a recuperação econômica em andamento.
Enquanto 73,7% dos analistas acreditam na desaceleração do crédito, uma parte menor, 15,8%7,4% para 7,6% no mesmo período, embora a carteira dirigida mostre um movimento de robustez, com crescimento projetado de 9,0% para 9,4%.
Esse panorama é encorajador, pois sugere que, apesar das dificuldades, o crédito continuará a ser um motor para a recuperação econômica e para iniciativas que incentivem o consumo e o investimento em setores estratégicos da economia.
Expectativa de Corte da Taxa Selic
A taxa Selic, que se encontra atualmente em 15% ao ano, é um dos principais instrumentos de controle da política monetária do Brasil. A pesquisa da Febraban indica que muitos analistas (cerca de 70%) prevêem que a redução na taxa Selic só deve ocorrer em março de 2026. Isso implica a necessidade de um planejamento financeiro cuidadoso tanto por parte das instituições financeiras quanto dos consumidores.
A expectativa é que a queda ocorra de forma moderada, com a possibilidade de cortes sucessivos de 0,50 pontos percentuais após o início do ciclo de redução. Esta estabilidade, embora benéfica, requer cautela e vigilância, especialmente em um contexto de alta inflação nas expectativas do mercado.
Os cortes na Selic são vitais, pois podem estimular o crédito e, por sua vez, facilitar a recuperação econômica, incentivando o investimento das empresas e o consumo das famílias, que são pilares da economia nacional.
Projeções de Inflação Para o Ano
As projeções de inflação para 2026 estão em linha com o consenso do mercado, refletindo um cenário moderadamente otimista. Aproximadamente 50% dos analistas esperam que a inflação permaneça acima da meta, em grande parte devido aos estímulos fiscais e ao aumento no acesso ao crédito. Por outro lado, há uma expectativa expressiva de que 35% dos analistas acreditem que a inflação pode se manter abaixo do que é projetado, indicando um viés de baixa que poderá trazer alívio aos consumidores e ao mercado em geral.
A necessidade de um controle eficaz dos preços, aliada a uma política monetária que favoreça a redução da Selic, será crucial para manter a inflação sob controle e, assim, potencializar o cenário de crescimento econômico em 2026.
Análise do Cenário Econômico
O cenário econômico para 2026, de acordo com a pesquisa, revela uma mudança no sentimento do mercado. O otimismo aumentou, com 55% dos analistas projetando um crescimento do PIB de 1,8% para o ano, aumento significativo em comparação com 36,4% na pesquisa anterior. Esse incremento sugere que as expectativas com relação à recuperação econômica estão se tornando mais favoráveis, impulsionadas pela resiliência do setor de crédito e pelas políticas públicas focadas no crescimento das MPMEs.
É relevante destacar que, apesar do receio com a inflação, a evolução recente do cenário econômico sugere a possibilidade de um crescimento equilibrado e sustentado. Os desafios, no entanto, permanecem, como a necessidade de ajustes fiscais e a implementação de medidas que busquem a otimização de despesas públicas.
Efeito dos Programas Governamentais
Os programas governamentais têm desempenhado um papel fundamental na promoção do acesso ao crédito e na ampliação das linhas de financiamento. Com um foco especial nas MPMEs, esses programas estão criando condições favoráveis para que pequenos e médios empresários tenham acesso ao crédito que incentivará a expansão de seus negócios.
Essas iniciativas são vitais para o fortalecimento da economia local, visto que as MPMEs representam uma parcela significativa do total de empresas do país e, consequentemente, do emprego e da renda gerada. O suporte governamental, se bem direcionado, tende a refletir positivamente na redução de taxas de inadimplência e no fortalecimento do mercado de crédito como um todo.
Impacto nas Pessoas Jurídicas e Físicas
O impacto do crescimento projetado na carteira de crédito se apresenta tanto para pessoas jurídicas quanto para pessoas físicas. Para as PJs, a projeção de crescimento acentuado deve alavancar investimentos e, em última análise, ampliar a geração de emprego e renda no país.
Para as PFs, o crédito direcionado, especialmente no setor habitacional, promete abrir novas portas para a aquisição da casa própria e para a realização de sonhos. A confiança nas instituições financeiras e as condições de taxa de juros acessíveis serão determinantes para que esse crédito seja efetivamente utilizado.
Aumento da Inadimplência no Mercado
Embora o cenário de crédito seja promissor, a inadimplência permanece como um ponto crítico. As projeções indicam um leve aumento na taxa de inadimplência, passando de 5,1% em 2025 para 5,2% em 2026 para a carteira com recursos livres. O crescimento da inadimplência é um sinal de alerta para as instituições financeiras e para os consumidores, que devem exercer cautela na tomada de crédito.
A gestão do crédito deve ser realizada com responsabilidade, a fim de evitar a armadilha do endividamento excessivo, que pode prejudicar a saúde financeira tanto das pessoas quanto das empresas. Programas de educação financeira e a criação de políticas preventivas são essenciais para mitigar esse risco e promover uma cultura de consumo consciente.
Importância dos Serviços Bancários
Os serviços bancários desempenham um papel vital na economia ao facilitar o acesso ao crédito e à gestão financeira. Um sistema bancário robusto é fundamental para o fornecimento de recursos e condições que promovam o desenvolvimento econômico e empresarial.
É essencial que os bancos continuem innovando e oferecendo produtos que atendam às diferentes necessidades dos consumidores, assim como investir na adoção de tecnologias financeiras que melhorem a eficiência operacional e a experiência do cliente.
EUA: O que Esperar do Fed em 2026
As expectativas em relação ao Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos também impactam o cenário econômico global, incluindo o Brasil. A maioria dos bancos pesquisados acredita que o Fed deve realizar dois cortes de 0,25 pontos percentuais nos Fed Funds em 2026 como resposta à moderada atividade econômica e ao cenário do mercado de trabalho no país. Contudo, a persistência da inflação alta impede medidas mais agressivas.
Esse ambiente positivo para o crédito nos EUA tende a refletir nos mercados locais, favorecendo investimentos e, consequentemente, afetando a dinâmica do crédito no Brasil. Monitorar as decisões do Fed será crucial para entender as tendências e o risco de volatilidade nos mercados financeiros em 2026.

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