No próximo dia 2 de Setembro acontece a terceira edição do Repense Cerveja. O nosso festival foi criado com o objetivo de juntar amigos para criar receitas inéditas. Em 2015 tivemos 5 cervejas novas e em 2016 foram 10! Você lembra de todas elas? Quais marcaram mais? Então, vamos nessa que recordar é viver, 2cabeças acabou com você.

REPENSE CERVEJA 2015

Foto repense

Gol da Alemanha – feita em parceria com a Cervejaria Aeon, de Belo Horizonte, esta aí foi o maior sucesso midiático de todas já produzidas para  o festival. A German IPA tinha 7 ingredientes alemães e um brasileiro, além de 7,1% de álcool e 71 IBUs. Foi a que mais fez fila no dia, e teve quem bebesse 7 copos só para manter a piada. Só não sabemos se eles jogaram um copo para o santo para fechar o 7 a 1.

Lactobluecilos – ainda em Minas saiu essa colaborativa com a Capa Preta e a Koala San Brew. Lá produzimos esta leve e refrescante sour ale, com muito mirtilo (blueberry). Foi a primeira de muitas cervejas ácidas que viriam. Foi, também, a primeira vez destas duas cervejarias no Rio, e depois elas se tornariam mais frequentes para o público local.

Debrownismo – essa foi feita lá na Penedon, um Brewpub em Penedo. Saiu uma Brown Ale super equilibrada, com uma boa dose de maltes tostados. Para beber e ficar de boas. Detalhe é que era para ter ficado mais clara, com um tom marrom, mas o Sergio Buzzi, cervejeiro da Penedon, de última hora trocou o malte tostado da receita por um mais intenso, pois era a opção que tinha. Virou uma Porter, né? Mas de boas…

Fogo de Palha – em São Paulo fizemos uma California Common defumada em parceria com a Cervejaria Nacional, lá no bairro de Pinheiros. Corpo leve e um toque do malte defumado deu o tom desta cerveja. Resgatamos um estilo antigo americano, com raros exemplares no Brasil, e demos um toque especial.

#SQN – para fechar, uma cerveja muito especial, só que não. Nossa colaborativa com a 3cariocas foi uma provocação à determinação legal de que para ser especial a cerveja precisa ter 75% de malte de cevada. Essa aí leva cerca de 30% de trigo, uma American Wheatwine com potentes 9,8% de álcool muito bem inseridos, em harmonia com o corpo e carga alta de lúpulo, tanto no aroma como no amargor. Aquela cerveja levinha de trigo #sqn.

REPENSE CERVEJA 2016

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Pink Lemonade – inspirados no drink homônimo, criamos com a Dádiva uma Berliner Weisse com amora, framboesa, limão e hortelã. Um sucesso grande que depois chegou em lata e continua em produção. A receita é simples: muita fruta, teor alcoólico bem baixo, quase sem amargor, mas com acidez lá em cima. Ah, claro, a cor… rosa, linda de morrer.

La Noche de la Mamba Niegra – falamos que vinham muitas cervejas ácidas, né? Pois bem, essa é uma Sour Dry Stout com frutas vermelhas. Que doideira, hein! Simplificando, então: com os bandoleiros da Juan Caloto fizemos uma cerveja de corpo leve e muito tostado do malte, só que azeda e com adição de frutas vermelhas na maturação.

Passion Sour – sim, adoramos sour, foi mal. Essa aí foi a terceira azedinha. Uma mistura da nossa Maracujipa com a San Diego da Barco. Com eles, criamos uma Sour APA com muito lúpulo Citra e Maracujá. Foi nossa primeira cerveja para o Repense feita no sul do Brasil. Produzimos em Caxias do Sul, numa deliciosa temperatura de cerca de 8 graus na rua. Ainda bem que na fábrica fica quentinho…

Detox Your Mind – tá bom, vocês venceram. Vamos falar de IPA? Com a Three Monkeys, fizemos uma cerveja inspirada nessa nova vertente, uma New England IPA com muito, mas muito mesmo, Azzaca. Ela ficou super aromática e sedosa na boca, com aquele juicy delicioso. Resultado: foi a cerveja mais concorrida do Repense deste ano.

Cateretê – em 2016 rolou mais uma colaborativa com a Cervejaria Nacional. Dessa vez, criamos uma Imperial IPA com arroz negro. A idéia era ela pegar a cor mais escura por conta do arroz, mas não chegou a escurecer o quanto a gente imaginou (só há uma forma de descobrir, fazendo…). Ficou uma belíssima Double IPA, bem aromática, com Citra, Amarillo e Centennial no dry hopping.

Cabeçudo Wild IPA – parceria nossa com a Verace e a Experimento Beer, foi feita em Nova Lima, Minas Gerais. A base foi uma receita de White IPA, com muito trigo, o que entupiu as panelas da Verace e a produção durou quase 24 horas. Além de muito lúpulo, adicionamos o coquinho azedo, ou cabeçudo, na fervura, o que contribuiu para um aroma incrível de frutas amarelas. O nome da cerveja não podia ser outro. Ela foi fermentada com 100% Brettanomyces, daí o wild…

ESBórnia –  uma das cervejarias pioneiras do Rio, a Cervejaria Fraga participou desta edição com uma receita de ESB que fizemos juntos. A idéia era ir no clássico mesmo, acertar no meio do estilo. Lúpulo inglês, amargor alto, boa carga de malte caramelo. Equilíbrio era a chave do sucesso. Sempre no Repense buscamos misturar receitas tradicionais com invenções malucas, e essa foi a mais conservadora. Ficou uma delícia.

Humala Bock – a nossa terceira parceria com a Penedon, a segunda no Repense Cerveja. Saída das panelas caseiras, a receita levou muito malte Munich e Vienna, porém com uma pegada de lúpulo atípica para o estilo clássico alemão. Ela levou bastante dry hopping do lúpulo alemão Mandarina Bavária, além do IBU, 45, acima do padrão. Ficou tão legal que os clientes da Penedon exigiram mais, e ela foi produzida novamente lá no Brewpub.

Bloody Mary Ale – talvez essa tenha sido a nossa cerveja mais bizarra. Ou foi a Bizarro? Nunca saberemos. Fato é que esta cria nossa com a RockBird deu o que falar. Uma cerveja com tomate, limão e pimenta do reino, numa base de Scottish Ale com muito malte defumado. Saiu bem fiel ao drink clássico. E, como no drink, várias pessoas adoraram, outras a acharam horrível.

#TBT – Para fechar, aquela Imperial Stout. Nossa segunda produção com a 3cariocas ficou com 9%, bastante corpo e tostado intenso. O nome é baseado naquela postagem marota de quinta-feira, lembrando algo do passado. Essa aí lembrou a #SQN em uma quinta-feira qualquer bebendo por aí (bonito isso né?). A #TBT ainda nos deu um susto. No meio do Mondial de La Bière toca o telefone, toca o telefone. Quem era? A galera da 3cariocas falando para a gente correr para o palco pois ganhamos medalha de ouro com ela.